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Outrar

  • 2021

    Outrar

Uma coreografia de Volmir Cordeiro a partir de uma proposição de Lia Rodrigues

Outrar é um solo de 25 minutos para arenas a céu aberto.
Outrar é uma resposta coreográfica feita de roupa, de cor, de dor e de alegria a uma carta-trilha-sonora que recebi da Lia Rodrigues e da sua Companhia.
Eu me torno outro à medida em que me torno cebola.

Outrar quer dizer tornar-se outro, deixar-se contaminar pelo outro através de uma prática de trocas contínuas. Lia Rodrigues imaginou e criou uma obra, construída coletivamente com a sua companhia de dança no Brasil durante esses últimos meses de crise sanitária, provocada pela Covid-19. Diante da impossibilidade de viajar – e da necessidade de estar no Brasil – ela trabalhou pela internet com os artistas de sua companhia de dança e com músicos diversos para criar um novo projeto para o Festival Kunstenfestivaldesarts; um dispositivo no qual a coreografia viaja de continente à continente, e de corpo à corpo. Outrar é uma carta enviada do Brasil para alguns brasileiros residindo na Europa hoje: uma viagem que mistura distância e proximidade.

Kunstenfestivaldesarts

Lia me convidou para receber a tal carta vinda do Brasil e da sua companhia de dança instalada na Maré, Rio de Janeiro. Nessa carta, tinha uma trilha sonora de vinte minutos e vinte sete vídeos produzidos pelo.a.s dançarin.o.a.s da sua companhia a partir de múltiplas temáticas. Dez anos depois de ter deixado de trabalhar com ela, eu aceito esse novo encontro. Para cada vídeo, eu escolho uma roupa e para cada roupa uma maneira de outrar. Com esses outros que Lia e a sua companhia me oferecem, eu me lanço num aglomerado de gestos onde uma certa alegria é limitada por uma forma de lotação; muito rosto, muito tecido, muito calor, muita cor, muita flor, muita dor... Eu me torno outro a medida em que me torno cebola - essa coisa que eu detesto! Outrar é, para mim, uma maneira de preservar uma exigência imaginária e um desejo pelo diverso. Outrar só existe enquanto comunicação sensível entre continentes, corpos, sons e gestos, lá onde a potência criadora não tem endereço fixo.

Volmir Cordeiro

CIRCULAÇÃO

GENTILLY, França. 29 março 23. Biennale de la danse du Mal de Varne, Le Générateur.
BORDEAUX, França. 28 janeiro 23 . Festival Trente-Trente.
VAL D'OISE, França. 12 novembro 22. Fondation Roayaumont.
CHATEAU-THIERRY, França. 8 outubro 22. Nuit de la danse. L'Échangeur. (2x)
PAU, França. 1 e 2 outubro 22. Espaces Pluriels.
VALENCIENNES, França. 21 setembro 22. Espace Pasolini.
TOULON, França.17 setembro 22. Festival Constellations.
VILLAMALEA, Espanha. 30 julho 22. Festival Paisaje.
AIX, França. 2 julho 22. Fondation Vasarely. (Avec Festival Parllèle).
MAINZ, Alemanha. 18 maio 22. Tanskongress 2022.(2x)
AUBERVILLIERS, França. 26 de março de 2022. La Station Gare des Mines.
NANCY, França. 22 de março de 2022. CCN Les Ballets de Lorraine.
VITRY-SUR-SEINE, França. 25 setembro 2021. Musée MACVAL, Festival Excentriques.
VITRY-SUR-SEINE, França. 3 e 10 Julho 2021. La Briqueterie (CDCN).
BRUXELLES, Bélgica 20-25 maio 2021. Kunstenfestivaldesarts. (Estréia)

Concepção do projeto
Lia Rodrigues em estreita colaboração com os artistas de sua companhia de dança
Amalia Lima, Leonardo Nunes, Carolina Repetto, Valentina Fittipaldi,
Andrey Silva, Larissa Lima, Ricardo Xavier
Coreografia, interpretação, figurino
Volmir Cordeiro
Assistente de criação
Bruno Pace
Trilha sonora original
Zeca Assumpção, Henk Zwart, Mendel,
Grupo Cadeira (Inês Assumpção, Jorge Potyguara, Miguel Bevilacqua, Henrique Rabello)
e faixas do CD ‘Authentic South America 5, The Amazon’
Montagem e mixagem
Alexandre Seabra
Photos
Werner Strouven
Produção Outrar
Kunstenfestivaldesarts

 

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