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Hipo-teses para o corpo ou como se agarra o mundo com uma mordida

Hipo-teses para o corpo ou como se agarra o mundo com uma mordida

2004

Hipo-teses, assim escrito, reforça o corpo em estado de suposição e de levantamento de frágeis pensamentos que estão aptos a confirmações e/ou probabilidades refutáveis. Nesta condição provisória onde proposições são testadas em ação, este trabalho aparece como campo de experimentação para exercitar, modestamente, o corpo que dança e sua organização na cena. É no e para o corpo que residem as hipóteses, debruçadas sobre a construção de narrativas poéticas, ressaltando-o como intercessão em uma colisão provocada entre a demonstração planejada e a demonstração aventurosa. As suposições emitidas ao corpo partem de fragmentos da obra A Poética do Devaneio (1961), do filósofo francês Gaston Bachelard (1884-1962). A partir deles, uma metáfora encadeadora é construída, primando pela vontade de morder, de se permitir ser mordido, de devorar e devorar-se, de suaves entregas a condições de desespero e diagnóstico e conforto e apego-desapego e sono e preguiça e descanso e aperto e atrapalho e recusa e provocação e contenção e estouro.

Volmir Cordeiro

HipoTeses Sob(re) o Corpo
"Provocação do olhar do espectador acostumado aos papéis sociais bem estabelecidos: homens brancos subvertendo nossas expectativas ao mostrarem que seus corpos agéis podem ir das truculentas brincadeiras infantis a momentos de fragilidade, melancolia e aconchego. Subversão que privilegia o corpo feminino em demonstração de força, controle e humor diante de certa homogeneidade criada pelas três figuras masculinas".
Brigida Miranda

Espetáculo concebido pelo Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna - Ministério da Cultura/Petrobras, apresentado nos dias 9 e 10 de abril de 2008 no Teatro Ademir Rosa - CIC, Florianópolis, Santa Catarina - BR.

Coreografia: Volmir Cordeiro.
Interprétes: Cleístenes Grött, Manoela Rangel, Marcos Klann, Volmir Cordeiro
Produção: Andreza Martins.
Música: Led Groove
Figurino e arte gráfica: Lígia Baleeiro
Cenografia: Taís Gil
Iluminação: Renata Rogowski e Volmir Cordeiro.
Fotografias: Loli Menezes
Assessoria de comunicação: Phelipe Janning !
Apoio:
CIC-oficinas de arte
Udesc-Ceart
Centro Comunitário do Pantanal
Espaço Sol da Terra